Crônicas, Amor & Sexo

Queria Fotografar Nossos Milésimos de Eternidade

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Eu queria tanto te fotografar. Fotografar o que tu é pra mim, assim, quando acorda, quando pisca, quando se olha no espelho, quando me olha, quando se despede, quando me despida. Quando somos apenas almas conversando, quando o mundo sussurra e a nossa intimidade grita.

Queria parar o mundo, tirar uma foto de eternos segundos e te mostrar o sorriso lindo que esboça na obra de arte que teu rosto é. Queria gravar em uma imagem só todas as nossas fases, faces, brigas, abrigos, afagos, carinhos, sorte e azar de termos nos conhecido, princípios e fins que cabem em um milésimo de segundo quando nos olhamos daquele jeito.
Pior! Queria fotografar o que sinto, assim, delicado, intenso, forte, robusto, frágil, imenso e às vezes até pequeno. Queria tirar cópia desse sentimento tão puro, pleno e perplexo, dengoso e encantador, para que quando ele se perdesse, eu pudesse a usar como escape da saudade.
Não consigo ficar de mal, mas não consigo pedir desculpas,queria tirar foto disso também. Depois pensar, bem mais adiante, em como eu era confusa, manhosa, cheia de orgulho, morta de vontades e sem atitude.
Quem sabe não é te amar tanto que me deixa assim? Não querer demonstrar tanto o que se passa aqui e torcer pra que entenda apenas pelo olhar o que eu quero dizer… Quem sabe não é te amar tanto que me deixa assim?
20 anos. Gaúcha, webwriter e futura publicitária. Louca por desafios, intensa e impaciente. Ama muito, odeia muito. Às vezes, ao mesmo tempo. Acredita que o amor, principalmente o próprio, supera tudo. |
Instagram: @brutesch

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