Crônicas, Amor & Sexo

Quando Somos Invencíveis

quando somos invenciveis

Ele e ela estavam ali, não lá, não cá, ali. Exatamente no mesmo lugar, complementavam-se. Perfeitos. Sincronizados em uma mesma ideia, em um mesmo momento, em um mesmo olhar, em corpos diferentes, mas em um mesmo coração.

Peito no peito, respiravam no mesmo ritmo. Olhos nos olhos, piscavam como se fossem um, simultaneamente. De suas bocas, falas de amor eternizavam os instantes enquanto o sol acariciava-os.

Língua na língua, compartilhavam mais do que a saliva. Ali entregavam-se, rendiam-se, arrepiavam-se, até o corpo gritar: “Mais! Mais perto! Mais da tua pele! Mais da tua boca! Mais de ti! Mais! Mais adentro! Vem! Mais!”. E dentro da calmaria, a tormenta era criada.
Uma tempestade de sentimentos e sensações; de palavras bonitas e vulgares, quentes e frias; de puxões, carícias, mordidas, gemidos, suspiros, arranhões, chupões, chupadas… Tudo o que o amor era e tinha direito de ter ali se existia: a masculinidade e a força, a feminilidade e a meiguice, a safadeza de simplesmente serem humanos, quentes, macios, úmidos, frágeis porém firmes.

Sobre aquela cama, sobre aqueles corpos, sob aquele sol que entrava pela fresta da janela entreaberta, cada movimento berrava ao quatro cantos o desejo. E então, em meio a tempestade, tudo acalmava-se quando em um suspiro o prazer se manifestava, chegava ao seu clímax e o corpo estremecia.

Em mais um lance de olhar – um quase último – suas pupilas sussurravam “eu te amo”. Suas bocas selavam-se. E partilhavam da sensação de serem infinitos, de serem invencíveis.

20 anos. Gaúcha, webwriter e futura publicitária. Louca por desafios, intensa e impaciente. Ama muito, odeia muito. Às vezes, ao mesmo tempo. Acredita que o amor, principalmente o próprio, supera tudo. |
Instagram: @brutesch

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *