Crônicas, Amor & Sexo

Nunca Ignore Sinais

“Nunca ignore sinais”. Foi um conselho que minha mãe me deu. Mas, não é que ignorei? Acreditei que os sinais não eram fatos e discordei do quase incontestável ditado de que onde há fumaça há fogo também. Me queimei. Parece que ditos populares têm razão de serem o que são.

Preferi selecionar no que iria acreditar, o que queria ver. Mas, sempre chega o momento em que fechar os olhos deixa de ser uma opção. É hora de acordar e parar de ignorar os sinais. A verdade, da qual tanto fugi, veio atrás de mim. Fui pega.

O problema é que razão e coração se conflitam muito. Um é pura racionalidade, põe o sentimento de lado. Outro é impulsividade, vanglória equivocada de um sentimento que, na verdade, faz da gente ruína e solidão. Naquele instante tive que decidir: ficar para depois partir ou partir para, quem sabe um  dia, ficar.

Sempre fui mais coração. Não que seja defeito, mas foi o meu erro. E paguei por ele. Apanhei. E estava cansada. Cansada da dor, do choro, da calmaria que me era dada para depois haver o gosto de me arrancarem ela, da decepção. Desisti. O amor super todas as coisas, mas quando pesa dos dois lados. Se não é assim, só um luta.

Li uma vez que o amor berra. E se a gente não o vê assim, de primeira, mesmo em uma passada rápida de olho, é porque ele não existe. Achei interessante. Fazia tempo que não conseguia enxergar ele assim, de ti para mim. Desisti.

Pela primeira vez, em muito tempo, fui e sou – ou tento ser – razão. Não se tira água de pedra.  Não posso viver acreditando no que quero. Não posso viver ignorando sinais. Como tu, desisti.

20 anos. Gaúcha, webwriter e futura publicitária. Louca por desafios, intensa e impaciente. Ama muito, odeia muito. Às vezes, ao mesmo tempo. Acredita que o amor, principalmente o próprio, supera tudo. |
Instagram: @brutesch

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