Crônicas, Amor & Sexo

Não É Mais Sobre Ti

Prometi que não escreveria, mas mudei de ideia quando percebi que pessoas à minha volta têm mais com o que se preocupar.

A maioria delas tem me dado muito apoio, me lembrado de que mereço ser feliz, feito eu me sentir especial e única. Mas elas não estão aqui quando a noite cai, quando passa aquele filme que a gente viu juntos ou quando vejo, enquanto faço nada no facebook, uma imagem ou música que me lembra daqueles momentos bons.

É natural que as pessoas não estejam sempre comigo. Já entendi que tenho uma sina a cumprir, que tenho que viver minha vida e isso inclui as alegrias e as dores, que ninguém poderá supertar por mim (bem que minha mãe queria).

É só difícil me recobrar, enquanto estou sozinha e tentando entender onde o bolo desandou. Como acreditar em todo esse (aquele, na verdade) sentimento, se ele não foi o suficiente para tu abraçar o mundo comigo e ficar mesmo quando as coisas complicaram, como tu dizia que faria? Como acreditar no amor de alguém que não se importa?

Sabe o que é? Se quisesse estar comigo, estaria aqui. Se me quisesse, como eu queria, não teria ido. Teria ficado. Não teria ignorado, teria correspondido. Não teria machucado assim, ainda que em nome do amor. Se tu me quisesse realmente bem, já que alega fazer isso pensando no meu melhor, teria sumido de vez então (se era isso que ia te trazer paz e me fazer só crescer mais). Não teria tentado sequer essa amizade, porque deveria saber que ela só me faz mal.

Estou trabalhando nisso. Preciso lembrar mais do porquê, mesmo não havendo um que eu tenha entendido. Não foi culpa minha, eu só ainda estou tentando entender o que aconteceu. Querer curtição? Talvez. Traição? Quem sabe, né… O que eu entendi – e é o que importa – é que era a hora de dizer tchau. Não consegui aceitar de primeira, fiquei zonza, perdida… Mas estou trabalhando nisso.

Sabe, as pessoas estão irritadas contigo… Chegam a se irritar quando eu falo sobre como queria que tudo tivesse sido como eu planejava. Dizem que eu sabia que esse momento chegaria, que preciso crescer, ficar forte, virar gente grande… E elas têm razão.

Elas também me falaram mal de ti nesse meio tempo. Aliás, não de ti, do teu amor. Não sei se falaram para me animar ou porque realmente acreditam que teu amor foi um mal, mas me contaram tanta coisa que eu não sabia…

Eu precisava mesmo de um choque de realidade, acordar do sonho, sair do castelinho de cristal e virar uma moça do século XXI. No começo, te defendia (até de mim), fosse por força de costume, por aquele instinto protetor… Mas, também estou trabalhando nisso!  O meu amor a ti jamais deveria ter sido prioridade antes do meu próprio. E sabe, aos poucos, tu tem deixado de ser a pauta do meu dia, das minhas saídas com as amigas e até do papo com alguém interessante que vem tentar me conhecer melhor.

Essa coisa de me sacrificar e pensar tanto em alguém que optou por partir… Que bad por eu ter sido essa pessoa. Descobri que é ela quem mais sofre (mas to com as esperanças de que também é a que fica mais forte).

Espero que tu suma. Não porque não te ame, mas porque não quero mais sofrer por esse amor. Quero ser feliz, de verdade! Quero sorrir olhando alguém que me aceite como eu sou, que ame a minha impulsividade que, ao mesmo tempo que causa brigas, é a responsável pelos momentos mais espontâneos e pelas minhas juras de amor tão descabidas e encantadoras. Quero alguém que me olhe daquele jeito, que me faça me sentir a pessoa mais incrível, mesmo com os defeitos.

Quero poder fechar meus olhos em paz à noite, sem pensar em uma desculpa para tentar falar com quem amo. Quero, acima de tudo, amar alguém que descomplique ao invés de complicar. Que fique, ao invés de partir. Sei que vou achar alguém que me trate bem, me respeite e me ame com todo o coração. Que me ligue querendo me ver, apareça de surpresa na faculdade e, mesmo que seja meia noite, tope fazer qualquer coisa que seja comigo.

E eu vou fazer isso, sem me importar com quem tu está, se está curtindo fotos ou conversando com aquela guria, se tu já terminou a série que víamos juntos ou se sentiu minha falta no processo.

Eu não vou me importar mais. E já estou trabalhando nisso. A única razão para eu estar escrevendo, não é porque quero que tu saiba, mas porque preciso desabafar essa e mais algumas vezes enquanto sigo em frente. O mal de quem ama escrever é ser esse livro aberto.

Mas, enfim. Não se trata mais de ti. Agora a minha vida é sobre mim.

20 anos. Gaúcha, webwriter e futura publicitária. Louca por desafios, intensa e impaciente. Ama muito, odeia muito. Às vezes, ao mesmo tempo. Acredita que o amor, principalmente o próprio, supera tudo. |
Instagram: @brutesch

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