Crônicas, Amor & Sexo

Você Se Foi, Mas Há Males Que Vêm Para Bem

Amanhã faz um ano que não te vejo mais. A notícia de sua perda veio aos poucos, a cada noite que me deitava sozinha e a cada pétala que caía da última flor que você me deu.

Nos primeiros meses, para ser franca, não senti falta. Era mágica a sensação de me sentir tão livre, de não depender mais tanto de uma pessoa como eu dependia de você. Aos poucos fui me acostumando com a tua ausência.

Em alguns momentos, cheguei a achar que te superaria por completo. Eu realmente tinha a esperança de arrancar de mim por inteiro aquilo que um dia foi amor. Tola.

Eu sentia falta de tudo: do teu cheiro, do teu toque, do teu beijo, do teu sexo. Eu me pegava sonhando com o dia que nos reencontraríamos, nos perdoaríamos por todas as tolices que cometemos e que fizeram com que nos separássemos.

Mas, ao mesmo tempo em que sentia que te amava, também carregava uma imensa incerteza sobre isso. Seria mesmo ainda amor? Talvez não. Talvez fosse apenas saudade de uma época feliz, que, sabia eu, não voltaria mais. Talvez fosse apenas falta de um novo amor. Talvez fosse apenas uma lembrança. Talvez fosse o medo de nunca mais amar alguém.

Tanto “talvez” que ficou difícil realmente saber o que sentia. Era como uma constante e interminável metamorfose de sentimentos. A cada momento, um sentimento diferente (às vezes, vários de uma vez).

Mas, pensando bem, é como dizem: se você quer um final feliz, isso depende, obviamente, de onde você encerra sua história. Tento imaginar como seria se ainda estivéssemos juntos. Poderíamos estar juntos, mas talvez sem amar um ao outro com a intensidade de antes, ou pior, nem mesmo nos amarmos.

No final, gosto de acreditar que há males que vêm para bem.

Essa crônica é uma contribuição de Carolina Peixoto.

20 anos. Gaúcha, webwriter e futura publicitária. Louca por desafios, intensa e impaciente. Ama muito, odeia muito. Às vezes, ao mesmo tempo. Acredita que o amor, principalmente o próprio, supera tudo. |
Instagram: @brutesch

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